.23 de outubro de 2010.

[dois caminhos...uma escolha]


Toda escolha significa uma renuncia...
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renunciei ao meu passado...renunciei a tudo o que eu conhecia como verdade...renunciei a minha história...
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renunciei a ti...e por essa renuncia, renunciei a mim...
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abri mão de tudo o que mais amava...do que me tornava eu de verdade...mas quem era esse eu? Já não mais me reconhecia dentro de mim...e continuo não me reconhecendo...
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busco todo dia uma verdade e uma vida que nem sei se realmente irei encontrar...que nem sei se realmente existe...
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busco todos os dias uma personalidade que renunciei a algum tempo...quando me deixei dominar por um alguém que na verdade nunca existiu...quando me entreguei a uma personalidade que só era verdade na minha imaginação...um alguém que me tornava verdade, na mentira em que eu havia me entregado...
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continuo perdida em meio às minhas várias verdades...continuo buscando uma verdade única, dentre as milhares de verdades que criei...mas sendo elas por mim criadas, serão mesmo verdades? ou, serão mesmo mentiras...
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na confusão que se tornou todo esse meu suplicio, não sei se quero seguir...a única certeza que tenho é de que não quero ficar...não posso ficar. É como subir escada rolante que desce (um dia me disseram). Se eu parar...volto. Não quero voltar...não quero. Mas o sabor do desconhecido...esse dissabor de não saber o que me aguarda, mas ainda sim a curiosidade de desbravar o doce amargo gosto do chamado mistério...me atrai e me intimida.
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não sei se quero seguir...nem sei se posso ficar. Só tenho a certeza de que não posso e nem quero voltar...
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Voltar significa desistir...desistir significa perder. Nunca fui uma perdedora...apenas nunca venci. E se esse é o preço a se pagar...então que seja. Admito que nunca venci...que nunca tive o controle...que nunca esteve realmente em minhas mãos...experimentei a miséria de perceber que nunca foi realmente uma escolha minha. Deixei que escolhessem por mim...deixei que vivessem por mim...baseei minha vida de encontro ao que esperavam que eu fosse...nunca foi como eu quis que fosse...doce ilusão...
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a única coisa que sei hoje, é que não duvido mais...que não discuto mais...que não questiono mais...
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hoje...só por hoje...eu acredito...e basta!
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[não busco mais a perfeição...hoje busco o aperfeiçoamento...]
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BONS MOMENTOS!!!

Postado Por: Kell às 14:47:00
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.24 de julho de 2010.

Agora sim ...


Sim, ainda estamos vivas!!! [kkkkkk]
Espero que esteja tudo bem com todos vocês que visitam ou visitavam o blog rsrsr, mas o problema é que agora nós 3 (Náh, Camila e Kell) estudamos e trabalhamos demais da conta e nem conseguimos ter tempo nem p/ respirar direito =(.

More about me ^^ :

Eu estava finalizando minha dissertação de final de curso que foi em cima da obra Alice através do espelho de Lewiss Carroll,(#Adoooro) que falou sobre a refração na Alice a partir das ideias do círculo de Bakhtin fazendo uma ponte com a semiótica peirceana ^^ e fico muito feliz em contar que apesar do stress, do choro e de ter achado que tinha dado tudo errado, a banca examinadora + meu orientador me aprovaram com a nota máxima e eu chorei de alegria! #acabou e agora sim ,professora =D. (A imagem é uma montagem com uns textos que eu coloquei nos meus slides de apresentação ^^). Se alguém quiser saber a bibliografia do meu trabalho é só perguntar aqui ou consultar a plataforma Lattes, depois vou colocar lá =D.

Segunda-feira volta às aulas do estado #preguiçamodeon, nem olhei qual é o próximo assunto da apostila pra eu montr coisas legais, principalmente para as minhas 8ª séries que no último mês deixei um pouco a desejar, para as minhas 5ª's eu mais ou menos já sei #menosmau .

Bom, assim que possível vou ver se troco o layout deste blog, tentarei atualizar pelo menos uma vez por semana e é claro o mais importante visitar vocês também ... Algumas surpresas sobre o blog aguuardam os leitores dele, só não tenho datas ainda hehe. Desculpem mais uma vez a falta de atualização, mas havia um bom motivo!!! =D

.bJUs.
sigam-me:@Garotarosa

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Postado Por: Náh às 13:14:00
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.26 de janeiro de 2010.

Um pulo para outro mundo.





Por: Camila Lira

Há quem tenha visto o mulato ligeiro, skatista pé na lixa, olhos atentos desafiando as leis da física, o prazer com base na adrenalina, o vento que toca a face em busca de liberdade, sobre uma pequena prancha de madeira com quatro rodinhas. Evoluiu, e o mundo o reconheceu, patrocínio de grandes marcas, “amigos”, mulheres, baladas, drogas, hip hop e rock’n’roll. E em apenas um pulo, mergulhou em outro mundo...

Sábado cinza e frio, rumo ao extremo Leste de São Paulo, Itaim Paulista. Ao chegar à rua do condomínio logo identificamos sua residência, muros grafitados. Na parede principal, uma tentativa de caricatura de nosso entrevistado, conforme ele: “O brother que fez o graffi, estava bem louco no dia e riscou o Tim Maia” (risos).

Thiago Rodrigues Lima Dias, 26 anos, vulgo Cocó, quando pergunto sobre o apelido, solta uma gargalhada e diz que é devido ao formato de sua cabeça, semelhante a uma crista de galo.
Ao entrar em seu quarto, logo se vê: um skate próximo à porta, shapes em cima do guarda-roupa (tábua de madeira que serve como base do skate) e banner’s de campeonatos em que houve sua participação. A recepção foi com um largo sorriso, deitado em sua cama onde passa maior parte do tempo, assistindo TV e na internet.

Deitado em uma cama? Sim! Cocó é um ex-esportista do skate que logo após um acidente encontra-se tetraplégico devido a uma fratura na coluna, sequela de um socorro inadequado.
Sua família é composta apenas por ele e a mãe, a cujos braços retorna, como um rebento que ela acabara de parir, necessitado de muitos cuidados e atenção.

Obstáculos continuam a ser superados, o manuseio do mouse é tarefa da mão direita que não possui muitos movimentos, boca e o teclado virtual. Quem se comunica com ele através do espaço virtual, não imagina o esforço que faz para permanecer em contato com o mundo.

Logo um momento nostálgico invade o ambiente, narrado através de histórias antigas vividas com amigos, alguns ainda estão presentes em sua vida hoje, outros não.

Após várias histórias, Cocó conta como saiu do anonimato e ganhou o reconhecimento como esportista. Domingo, Agosto de 1998 estava em um campeonato e jamais poderia imaginar que seria o dia em que o reconhecimento chegaria. Abordado por um cara de bermuda e chinelos, desacreditou, mas aquele era o dono da Tracker (fabricante de produtos para skate). Deu crédito àquela situação apenas na segunda-feira quando ligou para o número que estava no cartão que havia recebido, e confirmaram que a pessoa que ele procurava era o dono da marca.

E foi aí que tudo começou... Meio-dia, ônibus Pq. Dom Pedro, o seu destino naquele dia deveria ser apenas um, rua Prof. Aprígio Gonzaga, 238, São Paulo, demorou para achar o local, chegou por volta de 14 horas e já eram 17h50 e nada, subia e descia a rua, quando parou em uma padaria para tomar água e perguntou a um funcionário se sabia onde era a Tracker. E com uma expressão sarcástica o italiano de bigode respondeu: “Aí em frente!”.

Tinha em mente que o local seria uma loja, mas se deparou com uma casa, o que seria a fábrica da Esportes Trucks Tracker. Ao chegar foi bem recebido e se comoveu quando viu em suas mãos o resultado do que escolhera para sua vida: equipamentos que antes mal tinha dinheiro para comprar, agora era de onde provinha o seu sustento.

Tudo era fácil, recebia os equipamentos e roupas e vendia. Amigos, mulheres, drogas e reconhecimento chegaram, como a ladeira perfeita para um praticante de downhill.

O surto inconsequente.

A adrenalina que corria em suas veias o levou ao pico mais alto, rodas deslizando no asfalto, atrito perfeito até o fim, o último dia em que pôde sentir o vento que ensurdece os ouvidos e toca seu rosto, o coração acelerado em cima de um skate, o asfalto cinza decorado com faixas sinalizadoras, que nos deixam em estado de transe, uma a uma, seguindo seu ritmo perfeito, ficando para trás como o tempo.

Abril de 2001, a direção era a festa que ocorria numa chácara em Guaraicica, Guarulhos. No primeiro dia descansou e no segundo, ao chegar da brisa escura da noite, após muita loucura, em uma brincadeira pulou na piscina. Um pulo para outro mundo, toda sua vida em trinta segundos. Apenas a parede do outro lado veio aparará-lo, bateu a cabeça e fraturou a coluna. De imediato o colocaram em um automóvel e levaram-no ao hospital.

Acordado, o peito queimado soube da parada cardíaca, tala no pescoço e não sentia as pernas, achou que era efeitos dos remédios. E como um desfibrilador tocando seu peito, vieram as palavras do médico, estava tetraplégico.

“Não posso culpar ninguém, por estar assim hoje, talvez eu nem tivesse sobrevivido”. Lamenta com palavras engasgadas.

Parou de falar por um instante, olhar fixo no teto branco de seu quarto. Em seguida diz que já enfrentou muitas dificuldades para o local de tratamento, mas acredita na possibilidade de voltar a desfrutar da paisagem urbana. Porque há possibilidade de ele voltar a deslizar sobre rodas de um skate com muita fisioterapia e força vontade.

Todo ser humano é passível de fraquezas, em uma ocasião como essa que a vida lhe prega. E o que motiva Cocó a não desistir é saber que existem pessoas que se importam com ele. Amigos! Hoje ele sabe muito bem quem são os verdadeiros. Porque existem dois momentos quando se passa por uma situação semelhante a esta... O primeiro momento, o princípio, quando todos estão ao redor. E existe a realidade, a atualidade, quando é possível saber quem é amigo de verdade.

Postado Por: Camila Freitas às 23:55:00
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.24 de outubro de 2009.

Solúvel?!

Hoje, que dia é hoje, acho que já me esqueci!
Não dá pra saber mais onde estou
Nem para onde estou indo, pois com a luz apagada não dá para enxergar
Mas por fim consigo então me enxergar na falta de luzão?!
É como se entrasse dentro de si mesmo e apertasse só...
Dissolveu a paz, envolveu o caos.


Hoje só isso e nada mais...



A Fé Solúvel ~ O Teatro Mágico


É, me esqueci da luz da cozinha acesa
de fechar a geladeira
De limpar os pés,
Me esqueci Jesus!

De anotar os recados
Todas janelas abertas,
onde eu guardei a fé... em nós

Meu café em pó solúvel
Minha fé deu nó
Minha fé em pó solúvel

É... meu computador
Apagou minha memória
Meus textos da madrugada
Tudo o que eu já salvei

E o tanto que eu vou salvar
Das conversas sem pressa
Das mais bonitas mentiras

Hoje eu não vivo só... em paz
Hoje eu vivo em paz sozinho
Muitos passarão
Outros tantos passarinho

Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça-me um favor

Um favor... por favor

A razão é como uma equação
De matemática... tira a prática
De sermos... um pouco mais de nós!

Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça-me um favor

Um favor... por favor



A.M.É.M

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Postado Por: Náh às 22:50:00
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AUTORAS.
 Camila Freitas .Dottie. - 28/12 - Capricorniana. Cursa Jornalismo na FMU. Gosta de ler, sair com os amigos, ficar com o seu filho Gugu, música, chocolate, não come carne vermelha, nem carne branca. Odeia reality shows. Adora os livros da Fernanda Young e da Diablo Cody.
Twitter

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 Nágila Khalil .Náh. - 03/12 - Sagitariana. Cursa Licenciatura plena Português/Inglês, começou na Unicsul e está quase terminando na Unicastelo. Adora mudar cor dos cabelos, Photoshop, cinema, Chocolate, música, livros, bandas, seu pai, seus amigos, sua família. "Alice no país das maravilhas" e "Alice através do espelho", ambos de Lewis Carroll. Dois melhores filmes: "Closer - perto demais" e "O Sétimo selo".
Twitter / Myspace / Formspring


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 Raquel Rabachini .Kell. - 05/07 - Canceriana. Cinema - Anhembi Morumbi - "Gosto das bebidas mais fortes, dos cafés mais amargos, dos venenos mais lentos, das drogas mais poderosas! Tenho um apetite voráz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí?! eu adoro voar!!!"
Twitter / Fotolog



BLOG.
O MDF , criado por Camila Freitas para que pudéssemos expressar nossas opiniões, discutir a vida falar sobre comportamento humano e o que mais passar por nossas mentes, pois as autoras deste blog tem algo muito, mais muito em comum além da amizade pensamos demais; o que nos causa às vezes certa indignação, depressão, anciedade, e vontade de gritar. Não nos reprima, nos deixem FALAR.

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